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domingo, 8 de janeiro de 2012

Crónica Sérgio Leal - Educação: Novo ano novas regras

Antes de refletir algo sobre o ano de 2012 que ai vem, espero que tenham tido um Feliz Natal e que tenham entrado neste novo ano com o “pé direito”, pois, pelo que temos ouvido, nós, portugueses, bem precisamos.
Basta estarmos atentos a qualquer meio de comunicação social para nos apercebermos que as palavras “austeridade”, “troika”, entre outras, são uma constante, não sendo a Educação uma exceção. Aliás, tem sido bastante castigada a área da Educação.
Como já afirmei anteriormente, Portugal, assim como qualquer país, deve apostar na Educação, pois é a mesma que dirigirá, quer queiramos quer não, o país. Será a qualidade, ou não, da Educação ao longo dos anos, que refletirão o desenvolvimento desse mesmo país.
Na minha opinião, o atual Ministro de Educação, Dr. Nuno Crato, tem tido uma ação positiva, embora, se tivesse de avaliar a sua ação em termos qualitativos avaliaria em Suficiente.
Apesar de ser necessária uma intervenção de fundo em bastantes coisas que estão incorretas na Educação, na minha humilde opinião, considero que, por vezes, está a querer alterar de forma bastante rápida procedimentos que estão instaurados a alguns anos e isso poderá ser mais prejudicial que benéfico. Destaco, por exemplo, o recente Despacho que o próprio Ministro assinou a dizer que as orientações curriculares do ensino básico deixam de ter validade já para este 2º período letivo. Eu concordo com as razões apontadas pelo Dr. Nuno Crato e já penso o mesmo desde que as mesmas apareceram, pois o que está escrito é extremamente subjetivo, mas parece-me uma decisão exagerada e complicada para as escolas, atendendo à burocracia que, eventualmente, irá provocar e agitar o funcionamento das escolas.
Concordo com alguns comentadores de Educação, se tal pode ser dito, quando referem que seria essencial Portugal adotar, por exemplo, um sistema educativo como possui França e Suíça, entre outros países, onde privilegiam bastante os cursos técnicos (não é o mesmo que temos em termos de Cursos Profissionais) e orientam os alunos, atendendo ao seu desempenho, para a área que o aluno mais se identifica.
A ver vamos, mas a Educação deve estar sempre no “topo da pirâmide” nos interesses do futuro de um país e considero que está a ser penalizado em demasia ao longo dos últimos anos, “com ou sem troika”.
Um Feliz 2012 cheio de esperança e não de lamentações são os votos da Direção do EDUCATE para todos vós!